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By: admin ligado: setembro 10, 2019 In: Sem categoria Comments: 0

Quando se trabalha com criação e publicidade, a tipografia é uma grande aliada para criar peças memoráveis. Não adianta você ter o texto mais lindo do mundo, se a fonte utilizada dificulta sua leitura, prejudicando o entendimento.

A tipologia – que é o estudo de caracteres tipográficos – é uma área fascinante, que pode (deve, na verdade) fazer parte do processo criativo, para que o resultado final seja harmonioso e coerente.

Antigamente, criar novas fontes era um processo manual extremamente demorado, afinal, tudo era feito “na unha”. A tecnologia facilitou bastante esse trabalho, e hoje em dia, alfabetos inteiros de novas fontes são despejados na internet diariamente, criados por designers do mundo todo.

Escolhendo a fonte ideal

Como quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade, há muita porcaria aí no meio, e saber separar o joio do trigo é fundamental na construção da identidade visual de qualquer campanha.

Nesta etapa, entram os testes, parte importantíssima do processo. Não há atalhos, o lance é ter disposição, senso crítico e paciência para testar dezenas de opções tipográficas diferentes dentro do layout, analisar o conjunto e ver qual funciona melhor dentro do contexto.

Além de passar a mensagem (que é o texto em si), a fonte precisa fazer sentido ao lado dos outros elementos do seu design e do negócio do seu cliente. Repare como marcas de relógios e joias utilizam fontes alongadas e austeras, enquanto redes de fast food optam por uma tipografia mais estilizada e abusam de cores fortes. Tudo depende do seu nicho de mercado.

Garantir a legibilidade da sua mensagem é fundamental. Uma letra mais rebuscada e cheia de arabescos pode funcionar para uma frase curta ou uma chamada, mas se há mais texto no material que você está produzindo, considere utilizar uma fonte de fácil leitura, para que a tipografia não embaralhe a vista de quem lê e dificulte a assimilação da mensagem.

Quando for escolher uma fonte, pense também na família tipográfica dela, que permitirá que você tenha mais variedade para utilizar em diferentes materiais. Por exemplo: há fontes que não possuem versão italic ou bold, enquanto outras contam com diversas variações (bold, italic, regular, medium, light, extra light, extra bold).

Você não vai necessariamente utilizar todas as versões da fonte escolhida, mas ter opções sempre é uma boa ideia. Com famílias tipográficas diversas, é possível ter uma boa variação no padrão tipográfico do seu projeto sem ter que usar várias fontes, o que garante a harmonia do seu layout e a continuidade da sua identidade visual.

Falando nisso, outra coisa que você deve ter em mente é: não misture demais. Isso não é uma regra, mas misturar elementos demais em uma mesma peça pode ser arriscado. Fontes muito diferentes acabam “brigando”, e a mensagem pode perder seu impacto.

Não há nada de errado em ousar na diagramação, combinando tipos que não têm nada em comum, mas as misturas devem ser muito bem estudadas para que não comprometam a leitura e o senso de unidade da sua peça. Se não tiver cuidado, a chance de você acabar com algo cafona –e pior: que não funciona — na mão é grande.

Cases da Peppers

Aqui na Peppers, a gente gosta de brincar com a tipografia, desconstruí-la, alterá-la (de forma consciente) para que ela torne-se algo novo, mas ainda reconhecível. Isso faz toda a diferença quando criamos logotipos totalmente tipográficos.

Um case recente que está no nosso portfólio é o da Unique, empresa de comunicação visual aqui de Curitiba. Utilizamos caracteres de diferentes famílias tipográficas da fonte escolhida (Fixture) para criar uma logo ousada, com tipos de diferentes pesos, que podem ser alongados para demonstrar a versatilidade da marca.

imagem com fundo preto e escrito em branco a palavra unique.
Logotipo desenvolvido somente com tipografia.

Obviamente um logotipo assim não funcionaria para outras áreas de atuação, mas aí a gente volta no que foi dito lá em cima: é preciso testar, experimentar, conhecer bem o seu cliente e saber o quanto pode-se “pirar” na tipografia sem que tudo vire uma bagunça.

Outra logo tipográfica bacana criada pelo time Peppers é a do Bistronomia 1, um mix de restaurante com barzinho que tem um estilo todo próprio. Neste projeto, nossa ideia era criar uma logo que pudesse ser desconstruída e rearranjada sem que perdesse sua essência.

Assim, temos o logotipo completo horizontal:

E uma variação “empilhada” do logo, que funciona igualmente bem:

Para complementar, temos um selo, mais minimalista, que incorpora alguns arabescos estilosos e mantém facilmente reconhecível a identidade visual da marca:

Estes são apenas alguns exemplos recentes do que andamos aprontando por aqui: temos dezenas de outros cases em nosso portfólio, um mais legal do que o outro, todos aprovadíssimos por clientes satisfeitos, que confiaram na Peppers para criar nomes (já leu nosso artigo sobre Naming?), logos e a identidade visual de suas marcas.

Curtiu? Quer trazer um trampo para a gente desenvolver? Passe aqui na Peppers e vamos trocar uma ideia! 😉

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